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Encontro fortalece elaboração de políticas públicas para a educação indígena e quilombola

Por: Caroline Mesquita - 07/06/2018 - 13:20

Foto: Pedro Gomes/Seed

Com o objetivo de discutir melhorias para a educação indígena e quilombola, o Governo do Estado do Amapá (GEA) deu início nesta quarta-feira, 6, ao IV Encontro de Educação Quilombola e Indígena do Amapá. O evento prossegue até esta sexta-feira, 8, das 8h às 12h, no auditório do Instituto Federal do Amapá (Ifap) e reúne educadores, estudantes, pesquisadores interessados na temática, profissionais e gestores públicos.

O encontro, realizado a cada dois anos, traz como tema "Quilombolas e Indígenas – Brasileiros de longa data em busca do acesso a políticas públicas". Coordenado pelo Núcleo de Educação Etnicorracial da Secretaria de Estado da Educação (NEEE/Seed), a iniciativa pretende ser um fórum de discussão, reflexão e proposições para as unidades escolares que se encontram em territórios tradicionais do Estado do Amapá, pertencentes às áreas remanescentes de quilombos ou indígenas.

“No Amapá, somente na rede estadual, há 22 escolas quilombolas e 55 escolas indígenas. Dessa forma, nosso objetivo é fazer com que gestores públicos, pesquisadores da área indígena e quilombola possam se encontrar com as pessoas que façam parte dessas comunidades e, consequentemente, possam trocar ideias e construir uma política pública que seja mais eficiente para essas populações e unidades educacionais”, considerou Luciano Rodrigo Oliveira, gerente do NEEE/Seed.

O primeiro dia do evento contou com a participação do titular da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Fabiano Maciel; do gestor da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Afrodescendentes (Seafro), Aluizo de Carvalho; e do procurador da República Alexandre Guimarães, do Ministério Público Federal (MPF).

Apropriar-se, cada vez mais, dos saberes e tradições quilombolas é o objetivo de Belcivaldo Pimental de Matos, professor de Artes da rede estadual e diretor da Escola Municipal Goiás, localizada no Distrito do Coração – área remanescente quilombola. “Esse evento proporciona a melhoria do currículo da escola. Paramos os três dias para essa formação. Não é fácil trazer o saber da comunidade para o currículo escolar, mas estamos avançando, trazendo a comida, a dança, o batuque, os rituais e costumes para dentro da escola”, revelou o professor.

O segundo dia do evento proporcionará aos profissionais da educação uma formação dentro do contexto das leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatória a inclusão da temática da cultura indígena, afro-brasileira e africana na educação básica. Haverá oficinas de artesanato, música e poesia indígena e quilombola, além de exibição de filmes.

No último dia do encontro, acontecerão rodas de conversas sobre escolas quilombolas estaduais e municipais e escolas indígenas, pontuando o cotidiano, conquistas e desafios desses estabelecimentos de ensino, bem como, os alunos indígenas da educação básica e superior.