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Opmac: Professores estudam saberes e práticas nas Escolas do Campo

Por: Caroline Mesquita - 01/04/2019 - 18:35

Foto: Pedro Gomes/Seed

Na última semana, o Núcleo de Educação no Campo da Secretaria de Estado da Educação (NEC/Seed) realizou a segunda fase do projeto Organização Pedagógica e Monitoramento das Ações Campesinas (Opmac). A ação aconteceu na Escola Estadual José Bonifácio, localizada no Quilombo do Curiaú, zona norte de Macapá.

A Opmac visa fortalecer políticas educacionais, gestão e projetos de escolas campesinas do Amapá. Na primeira fase foi apresentado aos coordenadores pedagógicos e aos diretores escolares as estratégias e o projeto plurianual para as escolas do campo da rede estadual. E, agora, nesta segunda fase, foi a vez dos professores conhecerem o projeto e começarem a trabalhar atividades práticas, focados com a realidade de cada comunidade.

De acordo com Ana Guerra, coordenadora do NEC, a intenção é construir e fortalecer o trabalho pedagógico, mas preservando as culturas e saberes locais. Segundo ela, muitos professores não possuem formação específica na área do campo, então é necessário esse novo olhar. Desse modo, melhora-se a qualidade de ensino e a vida da população do campo.

“Por exemplo, temos o açaí. Muitos alunos trabalham na venda ou na colheita. É possível estudar matemática com esse assunto. Quanto ganho vendendo a saca do açaí? Já que sei quanto eu ganho, quantos litros eu tenho que produzir e tirar o preço dessa saca? É mais fácil vender o açaí na saca ou no litro? Como faço essa matemática? Onde terei mais lucro?”, explicou Guerra, sobre como é possível contextualizar o ensino com o dia a dia dos estudantes, tornando o ensino mais atraente e compreensível.

A professora Esmeralda Viana Braga participou da formação e pretende levar esse conhecimento para a Escola Estadual Nestor Barbosa da Silva, localizada na  comunidade Ressaca da Pedreira. A proposta é adaptar os projetos à realidade dos seus alunos. “O saber e o aprendizado ficam mais significativos, pois levamos o aluno a produzir seu conhecimento tendo em vista o que ele tem na comunidade. Então isso é muito bom, pois o aluno aprende e isso tem significado especial para ele”, frisou a educadora.