domingo, 06 de junho de 2021 - 08:35h
Circuito Educação alcança escolas ribeirinhas de Macapá com entrega de computadores
Seed também entregou kits de prevenção à covid-19 para as unidades escolares Rio Pedreira, Carapanatuba e João Maciel Amanajás.
Por: Caroline Mesquita
Foto: Vandy Ribeiro/Seed
Além da entrega dos equipamentos, a caranava dialogou com as comunidades escolares e verificou se os protocolos de biossegurança e adequações sanitárias das escolas já foram feitos, entre outras ações.

O Circuito Educação alcançou, na última sexta-feira, 4,  três escolas estaduais na área rural de Macapá: a Quilombola Cachoeira do Rio Pedreira; a Carapanatuba e  a João Maciel Amanajás, todas em regiões ribeirinhas da capital. A ação entregou os primeiros kits de proteção (álcool em gel e máscaras) aos servidores da área administrativa, assim como computadores para equipar as secretarias das unidades escolares. Posteriormente, professores e alunos também vão receber kits proteção.

Além da entrega dos equipamentos, a caravana, composta por técnicos da Secretaria de Estado da Educação (Seed), verificou se os protocolos de biossegurança e adequações sanitárias das escolas já foram feitos, como a instalação de pias e dispensers de álcool, marcações de distanciamento nos pisos; se há necessidades de revitalização e reparos nas estruturas; organização escolar; carência de servidores e entregas dos kits Merenda em Casa e atividades pedagógicas.

A Escola Quilombola Estadual Cachoeira do Rio Pedreira trabalha com o Ensino Fundamental 1 e 2. Como o próprio nome diz, a escola fica à margem do Rio Pedreira e recebe alunos que moram em diversas comunidades, como São Raimundo do Paraíso, Igarapé Mucambo e Furo da Pedreira.  A unidade já fez suas adequações sanitárias e entregou todos os kits merenda e atividades pedagógicas dos seus 130 alunos.

Josivan Saraiva Valadares, 12 anos, estuda o 7º ano do Ensino Fundamental na Cachoeira. Ele mora na comunidade Abacate da Pedreira, por isso, a viagem é mais curta, uns 45 minutos de transporte escolar fluvial. Há alunos de comunidades mais distantes que viajam mais de uma hora e meia para chegar à escola.

“Sempre estudei aqui. Minha mãe, Maria do Socorro, é merendeira da escola. Eu faço as atividades em casa com a minha irmã. Quando a mamãe precisa vir aqui trabalhar, ela me convida e eu aproveito para matar a saudade da escola”, disse o garoto.

Acesso ao Programa Escola Melhor - Proem

A equipe da Rede Física da Seed detectou que na Escola Estadual Carapanatuba, localizada às margens do Rio Carapanatuba, na comunidade da Pedreira, há a necessidade de realizar manutenção e pequenos reparos no ambiente. O gestor escolar será orientado pelos técnicos a elaborar o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) para acessar os recursos do Programa Escola Melhor (Proem), que existe desde 2016, mas que não foi utilizado nos últimos anos. 

O Proem visa promover a transferência de recursos financeiros em favor das escolas públicas de Educação Básica da rede estadual para a melhoria da qualidade do ensino. É possível acessar recursos no valor de até R$ 33 mil. Para isso, é necessário elaborar o PDE completo e/ou simplificado, com ampla participação da comunidade escolar. Com o PDE aprovado, o recurso é transferido para cobrir despesas como aquisição de material de consumo, prestação de serviços por pessoa física e/ou jurídica e aquisição de material permanente.

Apoio dos pais e responsáveis

Iara da Silva dos Santos é professora do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual João Maciel Amanajás, que fica localizada no assentamento Ipixuna Miranda. Ela conta que o apoio dos pais nesse período de pandemia foi fundamental para que os seus alunos conseguissem desenvolver a leitura e escrita.

“Os anos iniciais são difíceis para as crianças aprenderem a ler mesmo quando as aulas eram presencias. Na pandemia, agravou mais ainda. Porém, fico feliz que tive muito apoio dos pais dos meus alunos e feedbacks das atividades. Os alunos do 2º ano já sabem ler, e eles aprenderam ano passado, na pandemia, quando estudaram o 1º ano comigo”, disse com felicidade a professora.

Além dos alunos do Ipixuna, a escola João Maciel tem estudantes das comunidades Pracuúba, São Raimundo da Pedreira e Foz da Pedreira. A viagem de São Raimundo da Pedreira para o Ipixuna Miranda dura até duas horas e meia, dependendo da maré. Nas aulas presenciais, os estudantes que moram nessa localidade pegam o transporte escolar antes do horário do almoço para poder chegar na escola às 13h30. As 17h30 termina a aula e eles retornam à casa, já perto das 20h.

A secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, orientou os gestores escolares a manterem as escolas ativas e a buscarem os estudantes e a comunidade para a estratégia da educação. Mostrar o que está sendo feito nas unidades e organizá-las para o retorno das aulas.

“Nós sabemos a dificuldade de acesso. Mesmo assim, é necessário trazer os pais e estudantes para uma visita monitorada, e já pensar como será feito quando poder retornar as aulas de forma híbrida. Vamos formar nossos professores e queremos também toda a comunidade escolar conectada com esse novo passo”, completou a gestora.

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